Saramago Vive
18jun10
Acordei com a notícia. Estranho. Eu já tinha até esquecido que essas coisas poderiam acontecer. Não era imortal? Triste. De tanto lê-lo, parecia bem aqui. Do lado. Próximo. Não mais. Aconteceu de ser assim, alguma coisa de distância e fim. Não mais palavras. Ainda há aquelas outras. Aquelas muitas e muitas outras. Ininterruptas. Dizia que há coisas que nunca se poderão explicar por palavras. E como? Se sempre explicou “crispadamente recolhido e mudo, que quem se cala não poderá morrer sem dizer tudo”. E ele disse, calado. O meu agradecimento ao gênio José Saramago, por sua existência e contribuição à língua portuguesa. Eterno.
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