Segundo resultado da pesquisa realizada pelo Ibope, na sexta-feira, 5 de março, apenas 6% das brasileiras têm o hábito de comprar pela Internet, ou seja, apesar do crescimento da web no pais, shoppings e comercio de rua continuam sendo os locais preferidos do público feminino.  A pesquisa, referente às compras pessoais (as domésticas não foram incluídas), foi baseada em entrevistas feitas com 19.456 pessoas de ambos os sexos, com idades entre 12 e 64 anos, entre os meses de agosto de 2008 e agosto de 2009, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília, além de outras cidades menores. 

Na prática: qual a graça de não poder provar ou ousar combinações diferentes – ao vivo e a cores?  

O mercado se sustenta pela emoção. E, hoje, com a alta dos conceitos e práticas virtuais e a supervalorização da Internet, marcas, cada vez mais, se curvam a apelos e diferenciais capazes de atender às necessidades humanas, com base no pessoal. Diálogos, comunicação e transparência, na hora de vender, são palavras chaves. O momento das compras é, para muitas mulheres, renovação. Conseguir alinhar isso às exigências do mercado é fundamental, pode garantir a fidelização do cliente e, ainda, sair na frente, em relação ao consumo virtual.

Particularmente, eu acredito que nada substitui o prazer de ir à sua loja preferida. Comprar pela internet tem lá suas vantagens, como preços diferenciados, mas, para as consumistas de plantão, não compensa a espera pelo produto, a impossibilidade de experimentá-lo e a ausência de todas as sensações que só um provador oferece. É tecnologia demais. Na dúvida, fico com o bom e velho “Oi! Só estou dando uma olhadinha…”.


Um estudo publicado na revista “Social Psychology Quarterly” indica que homens que traem tendem a ter um quociente de inteligência (QI) mais baixo que aqueles que são fiéis. O autor do estudo, Satoshi Kanazawa (sim, um homem!), especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics and Political Science,considera ainda que a fidelidade dos homens é um sinal da evolução da espécie na medida em que, ao longo da história da evolução, os homens sempre foram “relativamente polígamos” e, acrescento, educados a se autoafirmarem a todo custo, muitas vezes, com base em valores como a infidelidade e o machismo. Não é à toa que uma traição feminina abala tantos os valores essenciais à masculinidade… O fato é que muitos deles acreditam que oportunidades não se desperdiçam.

“Homens mais inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes”, afirma.

Concordo.


A atriz espanhola Penélope Cruz foi considerada a mulher que melhor representou o “padrão da moda dos prêmios Oscar” dos últimos 20 anos graças ao vestido Versace que usou na edição de 2007, segundo o ranking da revista “Entertainment Weekly”. Quer saber mais? Clique  aqui!


Teoria é um conhecimento especulativo, puramente racional. A humanidade adora teorias. Diziam até, por exemplo, que futebol não era coisa para mulher.

Agora, vos digo: eu tenho uma teoria. E afirmo, com ela, que futebol não é e nem deixa de ser coisa limitada para um determinado alguém, seja lá quem ele for. Não se define. É amor. E nem Vinicius definia amor. Amam homens, mulheres, crianças. Amam os animais.

E eu, que jurava jamais me render, hoje não penso em outra coisa. Então eu vi que não é questão de querer, é domínio. E o meu time, Ah! O meu time me domina! E também independe de sexo. E de idade. É o amor para toda vida. Aquele primeiro amor, que faz o coração acelerar a cada encontro e o peito apertar, na ansiedade de saber se vai dar certo ou não. Futebol é borboleta no estômago. É o namoro com a certeza do eterno. E é o perdão, mesmo quando as coisas não vão lá essas coisas…

É de mulher, sim senhor. E de homem também. É coisa de macho. Mas é coisa de fêmea, por que não? De pequeno, de grande, de quem nem sabe o que quer, mas gosta.

Futebol é comoção nacional. É a casa do sentimento contido e, despretensiosamente, revelado a cada passe. É chutar o pau da barraca, sem ter medo do ridículo. São cores. As minhas três cores. É apropriar-se, com emoção, de um coletivo tão particular. E ser um só nome, vestindo-o dos pés a cabeça.

É torcer o futebol. Ir para campo, mesmo sem sair de casa. Gritar ou calar, esperando que o melhor aconteça. Extasiar segundos antes daquele pênalti decisivo. E chorar, como criança, de emoção ou frustração.

Acontece nas melhores famílias. É comparação. E é relacionamento, logo, comunicação.

É história, espelho, voz, corpo, movimento. É poético, textual, lingüístico… Sinestésico. Futebol é nacional e Brasileiro. Verde e amarelo, em essência. Para mim, verde, branco e grená, por amor.

O futebol tem vida. E como toda vida que se preze, não se isenta do surpreendente.  

Eu me surpreendi e aconselho, sob uma teoria fundada, que todo mundo deve experimentar. É mais que esporte – e olha que ser esporte já é bastante! É levar na esportiva e no coração. Representar, permitindo reconhecer-se por tamanha preferência. E é ter orgulho de ser. É escolha, liberdade, paciência. É referência, identificação e declaração.

O meu futebol é tricolor. Tem fé. E é corajoso, assim como eu. Assim como nós que sabemos acreditar. E a vida o que é, se não a crença e o brinde, diário, pelo milagre de existir?

É tri, como o sagrado, e eqüilátero, como a justiça. É memória e é o caminho sem volta, quando já me sinto tão dele, e ele, quando muito já me é. O meu futebol em três cores deslumbra-se. É o inexplicável divino, o mistério e o acontecimento. É gestação e nascimento. E é destino.

Sou fluminense.

E ser fluminense é ser paz. Um centro altruísta, capaz de complacentemente olhar o outro, sem esquecer-se de si próprio. Não é ego. É amor. E é inteligência, na medida em que aprecia vitórias com humildade e encara derrotas de cabeça em pé – entendendo, assim, a sútil diferença estabelecida entre ser e estar. O Fluminense sabe ser… eterno.

Possui gestos fortes, mas nunca violentos; e é seguro, jamais tirano.

E concluo, sem teoria, que na preservação do que não se vê, o Fluminense simplesmente é.

E já ser é muito. Eu sinto. É existencial, é saber crescer e, acima de tudo, é amor próprio.


This is Love

02nov09

Segundo nota publicada hoje pela agência EFE, devido ao sucesso de bilheteria, “This is it”, filme que divulgou cenas exclusivas de Michael Jackson durante o ensaio da turnê de mesmo nome que o cantor realizaria em julho deste ano, teve o período de exibição prolongado para três semanas nos EUA (aqui no Brasil, o prazo de apenas duas semanas continua!). 

A notícia não é novidade, se tratando dele. Michael foi o único homem, na música, capaz de tornar o novo, propriedade própria. Não houve e nem haverá igual. Público, extraordinária e desmedidamente público, concentrava na imagem de mito as tentativas de milhares de pessoas em entendê-lo, como uma necessidade de definição e compreensão. 

“This is it” não só é o registro de cenas, até então, inéditas de um projeto do artista. O filme exibe a dedicação de um homem altamente profissional e preocupado em agradar quem ama e quem o ama.

É amor do começo ao fim.

Da escolha dos bailarinos à formação de cada acorde musical,  Michael participava e, sutilmente, sugeria alterações. Fala sobre o amor pela natureza, a importância dos ensaios e a preocupação em fazer com que os fãs conseguissem sentir a verdade no show.

É encantador e surpreendente – quase familiar.

Cenas de um homem invencível – que voa e literalmente incendeia o palco – e que realizava, com simpleza, a perfeição. Um super herói fragilizado capaz de chorar de felicidade e de dor. E de amar. Muito. Imortal: na música, nos jeitos (e trejeitos), no que acreditava e no que – sempre – se propôs a fazer.

Em nada sugere o fim. Não é triste, não é melancôlico. É lindo. E emociona. 

Assistam!


boyfriend-jeans-estilo

Depois da onda saruel, mais um estilo invade o guarda roupa feminino e desta vez, a invasão é sugerida por uma ideia de readaptação. A necessidade de que sejam salientadas as diferenças entre os sexos, através da aparência, já soa tão last year quanto a copa de 94: cada vez mais, peças do universo masculino transmutam para o feminino (e vice versa). 

Apresentadas como uma das tendências do verão 10, as calças boyfriend abriram espaço para um novo gênero. São as calças masculinas, usadas por mulheres, que compõem um visual mais largadão e (muito) mais confortável. Aqui no Brasil, marcas como M.Officer e Ellus já incorporaram o estilo ao católogo, mas a melhor opção mesmo – e mais barata – é adotar as peças do namorado. Sabe aquela calça que ele não usa mais? Aproveite! Vale também experimentar a do irmão, pai, vizinho…


vogueitaliaEm 2007, o estilista norte americano Marc Jacobs já os havia representado muito bem: hoje, os adeptos da “moda-mendigo” viraram referência e são vistos com looks cada vez menos pretenciosos. O fato é que desarrumar está em alta (e desfila de mãos dadas com a ousadia!).

A négligence-chic, também conhecida como neo-grunge, é marcada pela presença de texturas diferenciadas e por uma aparência cuidadosamente desalinhada, que resultam na forma regressiva e descontruída do grunge. Além da tendência nude, maxi-acessórios, xadrez,sobreposições, cachecóis, chapéus e oversizes  são composições certas deste estilo que possui fortes referências undergrounds e brinca com a idéia de um luxo urbano.

Eu, particularmente, a-do-ro! Estou, inclusive, pensando em aproveitar este momento favorável à criação de leis no país  (por exemplo, a que derruba a exigência do diploma de jornalismo) para criar a minha lei de obrigatoriedade masculina à adesão da moda-mendigo. Tem coisa mais cafona e desnecessária que um homem passar horas em frente ao espelho se arrumando?