Louann Brizendine, uma psiquiatra norte-americana, afirmou no livro “O Cérebro Feminino” que as mulheres falam muito mais que os homens. Muito mais. São, em média, 20 mil palavras por dia. Já os rapazes, parecem satisfeitos com a capacidade de manter monólogos, diálogos e afins com apenas sete mil. A pesquisa foi realizada em São Francisco, mas não me restam dúvidas: o resultado é universal.

Conciliando a oportunidade de ouvir a vida alheia com a tentativa de amenizar o tédio estabelecido em um dos transportes coletivos mais populares no Rio de Janeiro, o metrô, por alguns segundos, me tornei a mais nova integrante da vida de minha colega de banco. Hoje, de manhã, soube da existência de uma menina muito falante que passava por problemas. Nada muito sério. Ela usava óculos, era um pouco descabelada e usufruía da companhia de uma amiga – a ouvinte direta dos causos.

Soube que ela estava morando sozinha e que tinha pavor de deixar as janelas de casa abertas. Podia chover, pois o “tempo não Rio andava muito instável graças ao aquecimento global.”. Somente o basculante do banheiro ficava semi-aberto. Os pais dela eram separados e acredito que não herdou nenhum trauma referente à separação. Era muito natural. O pai namorava a Lúcia, uma empregada doméstica que ganhava, aproximadamente, dois mil reais com as faxinas diárias e era constantemente presenteda com colchas e toalhas pela patroa, uma pessoa muito generosa. Lúcia era egoísta, ganhava mais que o pai da menina e ainda por cima não dava nenhuma colcha a ele, o que já estava deixando o coitado bastante irritado. Além disso, a doméstica – cansada de fazer tudo na casa alheia – não se dava ao trabalho nem de tirar um par de meia do lugar na casa do namorado. Lucia e o pai da menina não se falam por dois dias. A protagonista também falou sobre suas oscilações sentimentais – enquanto a amiga nada dizia. Com um certo ar de lamentação, confessou ter terminado com o Rogério porque pensava muito mais na família que no futuro do namoro. “Não tinha como dar certo”, alegava. Eu compreendi, é claro. Família é família – mesmo que, naquele momento, o meu maior desejo fosse que ela se mantivesse calada por mais de cinco segundos, o que, obviamente, não foi possível. Eu ainda precisava me esforçar para acompanhar o ritmo da prosa. O Rogério era total passado. O Dan, que namorava uma amiga da Bernadete, que é amiga da menina de óculos, falante e descabelada, vai ser papai. Mas que raios de namorada grávida ele tem que não o deixa ver a barriga? Pois é: todos estão desconfiados que a namorada do Dan, que morre de ciúme da descabelada de óculos e falante por já ter sido uma ficante fixa do mesmo, não está grávida coisíssima nenhuma e ainda copiou uma foto falsa de uma ultra qualquer para colocar no álbum do Orkut. Meu Deus! Se ao menos o Dan soubesse…


A escritora romena radicada na Alemanha, Hera Müller, foi a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura deste ano. A autora de “O Compromisso” é a 12ª mulher a receber o título, entregue desde 1901. Nomes como Saramago, García Márquez e Neruda também já foram contemplados. Um brinde a nós!


Música é universal. Nos anos 60, o Brasil, em pleno regime militar, utilizava o poder dessa arte para dizer alguma coisa, que já não pudesse ser dita. Nas entrelinhas, gritavam por liberdade. Foi instaurada a “Era dos Festivais”.

O compositor e músico Oswaldo Montenegro, revelado pelos festivais da década de 80, comentou sobre comunicação, a relação entre música e política, a influência da indústria fonográfica na formação da identidade cultural brasileira e o atual cenário musical do país.

Só conferir:

Oswaldo, como você define a sua relação com a música? A minha relação com a música começou na minha família, que é muito musical.  Minha mãe e meus avós tocavam piano, meu pai tocava violão e isso se aprofundou quando eu fui morar em São João Del Rey, que é uma cidade no interior de Minas muito boemia e muito poética. Meu pai e minha mãe traziam aqueles boêmios todos pra minha casa e saíamos para serenatas. A musica entrou assim na minha vida: ela entrou “irmã” e veio conduzida pela idéia do afeto. 

Com “Canção para ninar irmã pequena”, anos 13 anos de idade, você participou do primeiro festival de música, no Rio de Janeiro. Conte sobre essa experiência: foi coisa de garoto. Naquela época, os festivais eram constantes. Havia festivais de cinco em cinco minutos. Isso facilitava muito para um compositor iniciante como eu. Foi uma experiência muito boa, talvez a minha primeira vez em público.  

Explique como aconteceu o processo de contrato com  a gravadora Som Livre, em 1975, e as dificuldades, na década de 70, existentes em relação a isso.  Em Brasília, eu conheci, através de projetos que participei, Dory Caymmi, Luis Essa, Hermínio Belo de Carvalho… pessoas de muita importância na música brasileira e que me trouxeram para o Rio. Estas pessoas me apresentaram às gravadoras e eu comecei. Realmente tudo aconteceu na minha vida muito cedo.

Em 1979, você foi apresentado ao grande público, no Festival de MPB, da TV Tupi, com a canção Bandolins, que ficou em 3º lugar. O que mudou na sua vida profissional a partir deste momento? Fale sobre a importância e a influência que este festival, em particular, teve na sua vida: mudou tudo. O meu primeiro disco – Poeta Maldito, Muleque Vadio – feito pela Warner, foi um grande fracasso, mesmo com os investimentos da gravadora. Então eu estava completamente condenado. Eu tive um fracasso misterioso, a gravadora gastou muita grana e o disco não vendeu nada. Então, o festival me salvou. Quando eu coloquei Bandolins no festival, a música explodiu e, até hoje, já vendeu mais de cem milhões de cópias. Foi um susto pra mim: modificou a minha vida e viabilizou minha carreira. Os festivais têm uma importância muito grande, ou tinham uma importância muito grande, porque faziam com que a nossa música chegasse ao público de uma forma direta, isto é, sem passar pelo privo da gravadora e pela aprovação do radialista. Não tinha o  julgamento do que estava entre o artista e o público. Bandolins foi considerada, pela gravadora, uma música muito complicada, pois não tocaria nas rádios. O festival fez com que ela tocasse. Ele abreviou e encurtou este caminho. Realmente a minha vida muda completamente a partir do dia que Bandolins foi lançado em festival. Foi decisivo!

A fama foi inevitável. A sua experiencia com o trabalho “Poeta Maldito” não tão favorável quanto à participação no festival de 1979 e o sucesso do seu segundo LP. Como tudo isso foi encarado? Na verdade, eu sempre tive uma atitude muito saudável em relação à fama: eu acho que a fama, primeiro, é uma consequência. Hoje em dia, existe uma doença em relação à fama, uma busca e uma obsessão que vai em direção à fama vazia. Famoso não é profissão.  A fama é uma consequência de um trabalho bem feito e é muito relativa. Eu tenho, graças a Deus, na minha obra, muitas músicas que são famosas no sentido mais popular do termo, outras que são famosas no sentido mais segmentado. Eu tenho peças musicais que fazem sucesso no âmbito do teatro, musicas que fazem sucesso no âmbito da televisão ou do rádio. Tenho músicas, agora com a vinda da internet, que são as musicas mais pedidas do show, como, por exemplo, A Lista e Metade – que eu nunca apresentei na televisão. Então, hoje em dia, o sucesso é relativo e a fama também. A minha posição em relação a isso é muito firme e e muito saudável. Eu não tenho um lugar aonde quero chegar ou um tipo de fama que quero ter. Eu tenho consciência que trabalho no que gosto e isso é um privilégio.

Como foi a repercussão social da sua participação no Festival dos Festivais, em 1985, com a música “O Condor”? (a música seria para uma peça sobre Castro Alves e contou com um coro de 25 negros no momento da interpretação) A repercussão foi muito grande e a música fez muito sucesso. O coro era muito forte e, na verdade, não tinha nenhuma conotação de querer “fazer a presença”. Os negros realmente tinham um timbre de voz muito interessante para esse tipo de coisa e Castro Alves foi um poeta abolicionista. Eu juntei isso e foi uma volta minha! Mais uma vez, eu voltava para o tal do sucesso popular.

Os festivais podem ser vistos como uma resposta ao que ocorria na década de 60 com a ditadura. Havia toda uma tensão dos participantes e do público, que respondia e julgava, através da arte, o que não podiam expressar politicamente. As canções eram de resistência ao regime. Hoje, como você analisa, politicamente, esse movimento? Bom, naquele momento todo mundo estava do mesmo lado. Todo mundo era contra a ditadura, todo mundo era a favor da democracia e queria a anistia. Então, de uma certa maneira, era mais fácil ideologicamente porque era um tempo de certeza absoluta. Hoje em dia, nós todos temos liberdade e a liberdade e a democracia trazem essa dificuldade. Agora, a opinião é mais sutil, o julgamento é mais difícil. Aquela época era um pouco cômoda, você gritava “Baixo a ditadura” e todo mundo te aplaudia pra caramba! Hoje em dia, é uma época mais complicada, mas é, obviamente, uma época melhor porque toda época democrática é melhor.

A intensidade das canções de protesto aos poucos se perderam devido ao aumento brutal das ações militares. Essa postura diminuiu a liberdade de criação e de expressão dos artistas e, de certa forma, uma cultura política. A música ficou popular. Você acredita que isso tenha subtraído a postura politico-ideológica dos festivais, diluindo as intenções criticas e, consequentemente, transformando a musica em uma grande industria fonográfica? Não. Acho que não, o que faz a música se tornar industrial é o fato de ter uma indústria. A gravadora e o sistema que rege a música são uma indústria e é isso que a torna industrial. Parece óbvio e é óbvio: é um produto e há uma necessidade de venda e de lucro. Na medida em que se tem essa necessidade, há o medo de errar e isso sim faz com que a criatividade seja tolida. Por um outro lado, há um paradoxo: todo artista que aceita isso acaba desaparecendo, todo artista que aceita ser limitar para ser comercial desaparece e não vende. Se você reparar bem, as pessoas que duraram e vendem muito até hoje são pessoas criativas e originais. É engraçado! Com a industria da música, você tem que ser educado, delicado… mas você não pode ceder! Ela te pede pra se anular e depois te joga fora porque você se anulou. Você tem que manter a sua marca. O que faz um artista acontecer hoje em dia, e permanecer, é ter uma marca, é ter personalidade. A música, muito mais do que talento, ou além de talento, é a coragem!

Como era a atuação da censura na arte? Eu peguei o final da censura nos festivais. O festival de 60 era muito mais bravo. Eu peguei, como autor de teatro, a censura me enchendo bastante o saco e era muito chato! A gente tinha que apresentar peças à censura antes de estrear para o público. E os caras cortavam, as vezes, sem nenhum critério. Cortavam por loucura.

Seria possível traçar uma linha evolutiva da MPB? Hoje, por exemplo, qual seria a definição para o nosso cenário musical? Eu acho que o nosso cenário musical, hoje, é, nitidamente, pós moderno, quer dizer, as conquistas estéticas que aconteceram eram mais ou menos assim: “queremos liberdade”. Não se podia usar o acorde tal, mas as pessoas usavam e isso era um passo a frente. Não se podia misturar guitarra com berimbau, mas as pessoas misturavam e também era um passo a frente. Hoje em dia, pode tudo! Então, estamos nesse momento, não há uma conquista estética a ser feita. É um momento em que cada um deve ser pessoal e sincero. É a única coisa que nos resta, é fazer uma coisa verdadeira porque conquistas estéticas brutais já aconteceram, agora pode tudo! E se pode tudo, só nos resta a sinceridade.

Atualmente, as tentativas à realização de novos festivais não vnigam. Como você justifica esta questão: o desinteresse é muito maior da indústria ou do próprio público? Eu acho que televisão é hábito, em primeiro lugar. A pessoa já sabe que aquela novela é tal hora, que o programa é tal hora. O festival deixou de ser hábito. A comunicação de massa, através da TV, vive do público já saber o que esperar. Na década de 70, o cara assistia ao festival que nem assistia ao “flamengo e vasco”, ele tinha uma música que torcia, e isso desapareceu. Para haver uma volta dos festivais, teria que ter primeiro um grande investimento da televisão de fazer isso virar hábito de novo. Seria feito um festival e ele não vingaria. Depois o segundo, o terceiro… e no décimo daria certo. Além disso, acho que teria de renovar a fórmula que soa um pouco antiga e um pouco déja vu. O público rejeita. Novas fórmulas, como festival interativo, festival com clip junto, com multimídia, com várias artes misturadas e alguma coisa que nos desse, realmente, a sensação de que o festival agora era uma nova coisa. Eu apoio porque apoio tudo que possa facilitar ao artista novo. Hoje, eu canto como contratado nos festivais e faço questão de ir, primeiro porque é meu trabalho e ganho dinheiro com isso, e segundo, porque eu quero apoiar qualquer coisa que dê ao músico novo, uma oportunidade. É muito difícil começar. Não agora.. sempre foi difícil. Começar sempre é muito difícil, então, tudo o que pode apoiar a cultura a gente dá força.

Como você encara a era digital?  Positivamente. Eu acho que ela vai democratizar e o sucesso vai ser uma coisa muito sincera. O que existia antigamente chamado de “boca a boca”, agora chama-se “site a site”. O cara, em vez de dá o recado para um amigo dele, dá recado para 200 mil amigos dele.  É uma época muito democrática. Adoro essa época!

Ainda em relação à divulgação e a comunicação: hoje, sem a censura, a exposição é livre, mas a arte não surge como antes. Parece uma contradição, não? Parece. Eu não sei como vou explicar isso, mas a gente pode tentar pensar juntos: o produto médio, a qualidade média, hoje em dia, é muito fácil. Você, em um estudiozinho, em casa, pode fazer alguma coisa interessante e ser um produto bem acabado. Para que surja o grande artista, ele vai ter que sair dessa médica e ter personalidade. É um mundo em que todo mundo ficou muito parecido com todo mundo, então, o que vai determinar o surgimento do artista novo é ele ter peito, coragem, identidade, dele ter a capacidade de imprimir a digital dele. A idéia de seguir uma coisa que vai dar certo e a idéia de ir com a boiada está muito no ar.  A busca da fama faz a pessoa “virar boiada”. Somente quando a pessoa fizer o que der na cabeça dela, no sentido mais puro da palavra, ela pode se destacar. Somada ao talento, sempre!

Para finalizar, quais as impressões dos festivais na sua vida? A época dos festivais me salvou porque eu era um autor que a gravadora considerava complicado e intelectual. Eu só me tornei uma pessoa popular porque os festivais abreviaram esse meu caminho até o publico. Era completamente direto e isso só prova que o público é mais sofisticado do que as gravadoras pensam.

Assista ao vídeo do cantor, no Festival de MPB, em 1979, apresentando a canção Bandolins.

Obs: esta entrevista é parte do trabalho realizado  por mim para a Formação da Cultura Brasileira, FACHA, RJ.


Lizzie-Miller

A modelo plus size, Lizzie Miller, 20 anos, ilustrou, na última edição da revista americana Glamour, uma matéria sobre autoimagem e posou, quase nua, sem os costumeiros retoques do photoshop. A fotografia está repercutindo na web. Tudo isso porque Lizzie aparece com “uma barriguinha a mais” e desprovida de pudores ou frustrações em relação ao próprio corpo, cujo padrão estético é ignorado e pouco convencional na moda atual.

Dezenas de emails chegaram à redação da revista aprovando a pauta e a atitude da modelo. Enquanto inúmeras publicações são feitas em torno da “eterna busca por um corpo perfeito” e, por conseguinte (e na maioria das vezes), a disfuncional necessidade humana de ser aceito pelo outro, a página 194 da Glamour apostou na filosofia oposta: aonde está a beleza real de cada mulher e como a autoimagem – diretamente ligada ao autoconhecimento – determina importantes pontos do comportamento e do relacionamento humano.

A psicologia afirma que físico e psíquico andam de mãos dadas. Uma inadequação corporal e um sentimento de insatisfação, por exemplo, podem ser reajustados através da intervenção da própria imagem exterior. Hoje, são infinitos os recursos a favor da beleza: técnicas de emagrecimento, clínicas de estética, operações plásticas etc. O autoconhecimento coerente e o reconhecimento realista, quando alinhados, auxiliam na percepção do que pode ser mudado ou não na própria forma. A questão é quando esta percepção, influenciada por exigências externas, se distorce.

A matéria publicada pela Glamour levantou discussões importantes sobre como a mulher pode ser ilustrada – sem estereótipos – em uma revista feminina e a identificação que um produto trazido pela mídia oferece ao consumidor, além de levar em conta questões sobre o conceito (relativo) de beleza, aceitação e, basicamente, como o bem estar psicológico é o mais importante trunfo de uma boa aparência física.

O que torna um homem ou uma mulher bonitos? Definitivamente, não é a ausência de dobrinhas, pneus e afins.

Que atire a primeira pedra quem nunca pensou em mudar algo em si mesmo. É natural e referencial: o espelho são os outros. E, diga-se de passagem, é muito mais fácil e cômodo enxergá-los.

Beleza, pra mim, é quase espiritual. É bonito quem me desperta e quem me faz pensar nos porquês particulares que cada um abriga. Chico Buarque já canta “amo tanto e de tanto amar, acho que ela é bonita…”.


nando-reis-dres-436

Sob assumida influência do rock setentista, o novo CD de Nando Reis, Drês, lançado este ano, surpreendeu: é totalmente indentificável, seja por letra ou acorde.

“Eu curto muito essa época. Nasci em 1963, então nos anos 70 eu estava ouvindo muita música – meus pais, eu e meus irmãos comprávamos muitos discos, assisti a vários shows. Isso está impregnado em mim”, revelou o cantor em entrevista para o G1, o portal de notícias da Globo.

Musicalmente, o disco conta com arranjos pesados e está mais rock que os anteriores. Isso não mudou em nada a identidade artística do cantor. No quesito literário, as composições, construídas subjetivamente, oscilam entre sinestesia, lembranças e afirmações: falam de amor, da relação com a filha mais velha, Sofia, da morte da mãe e da ex-namorada, Adriana, homenageada no título do disco, o neologismo Drês, feito a partir da junção do apelido “Dri” com o número três, em referência à terceira parte da trilogia romantica realizada pelo cantor.

A cantora Ana Cañas participa do disco divindo com Nando os vocais de “Pra você guardei o amor”, cujo arranjo é pontuado pela percussão da LanLan.

Drês é o coração do Nando. De tão pessoal, o disco ficou universal. Está personalizado, original e poético. Tem vida. As músicas são cheias de imagens e sensações.

Para a crítica, é considerado o melhor álbum solo do cantor. Para os fãs, é a assinatura que faltava. Para Nando, é uma forma de enxergar o mundo: “nesmo que pareça excessivamente pessoal, é assim que eu enxergo o mundo – e espero que a minha visão seja compartilhada com quem me ouve”, finaliza.

Para ouvir, clique aqui.


Eu discordo!

24ago09

Hoje, o colunista Joaquim Ferreira dos Santos (Gente Boa, Segundo Caderno, O Globo) publicou uma nota sobre as calças saruel, referindo-se às mesmas como “a calça que tem um gancho bem baixo e dá um volume esquisito no vão entre as pernas”, além de tê-las batizado de “calça caguel”. (Desnecessário!). Essa semana, em uma loja do Rio, eu estava experimentando o modelo  (que, particularmente, adoro!) quando na cabine ao lado da minha, uma outra cliente provando o mesmo produto, questionou o namorado sobre o look. Ele foi taxativo: “Ficou horrível!  Essas calças parecem um saco de batatas!”. Ela, coitadinha, saiu tristonha e sem o tal saco.

Será implicância masculina? Que me perdoem Joaquim Ferreira e o namorado-da-cliente, mas eu discordo em gênero e número.


“Comecei a achar que essa coisa de cidade, da chamada civilização, estava indo para o beleléu. Cidades impossíveis de se viver. Parte cultural extremamente manipulada. Não existem nem críticos. Tudo é marketing.” (Comentário do fotógrafo contemporâneo Miguel Rio Branco para a Revista O Globo deste domingo, 23 de agosto, em relação à sua mudança para Araras, município paulista).